28/08/2005 07:00
Ela e o mundo



Ela chegou em casa, e um arrepio
Fez-se presente em seu espírito.
Aquela condição era um conflito
Daqueles mais nefastos; o mais sombrio.

Não estava gelado, mas fazia frio
Naquele corpo tão aflito.
Que confusão! Que barulho! Que bonito!
Que menina perdida! Que mundo vazio!

Sentou no sofá deveras atordoada,
Como quem não sabe o que fazer
Para controlar aquela vida atribulada.

Queria a morte, pois o viver
Tornara-se uma tarefa tão complicada
Que o mais fácil seria sentar, dormir e tentar esquecer.


Comentário do Conde: Eu tinha muita coisa para falar. Queria colocar outro texto, mas, tentando evitar algum desgaste, resolvi colocar esse. Além disso, convém ressaltar que essa "menina" já apareceu em outro soneto daqui ( "Que dormi e esqueci". MEU DEUS, nem tinha percebido que a semelhança era tão grande... ). Se, posteriormente, eu decidir começar alguma discussão, coloco outro texto. Hoje, só quero "sentar, dormir e tentar esquecer"...
enviada por Conde Petrus






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